Mulheres fazem história do vinho

08/03/2010 18:15

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Mulheres dão uma contribuição importante a história dos vinhos e se destacam com excelente idéias e muita intuição. Como a francesa Alexandra Marnier que criou a Casa Lapostolle no Chile e seu Clos Apalta 2005 foi escolhido o vinho do ano, pela revista Wine Spectator. Ou ainda, a argentina Laura Catena conhecida como a embaixadora da uva Malbec e Cecília Torres, enóloga chilena da Santa Rita. Já Madame Lalou Bize-Leroy é quase uma lenda, e foi diretora de Domaine de La Romanée-Conti e hoje está à frente de seu próprio vinhedo.
       
Alexandra Marnier

Ela tem um sobrenome famoso, pois seu tataravô criou na França o cognac, Grand Marnier. Alexandra Marnier segue os passos do antepassado famoso e como proprietária da Casa Lapostolle, no Chile, colocou o “Clos Apalta 2005” como "Vinho do Ano" pela revista Wine Spectator, em 2008.

 
A sua trajetória de sucesso no Chile começou em 1993 ao comprar uma adega. Visitou algumas terras, pois sabia que muitas videiras eram de origem francesa pré-filoxera. Quando esteve em Apalta teve um pressentimento, e levou o consultor Michel Rolland que confirmou o que intuira. O terroir era uma jóia, vinhedos de 1920 no solo e microclima certos. Depois da primeira safra em 1994, ficaram satisfeitos com o resultado e decidiram continuar.
 
Surgiu Clos Apalta 2005, que colocou os sul-americanos em 2008, definitivamente na rota dos melhores vinhos do mundo. Seus vinhedos que não são irrigados há mais de 30 anos, além de antigos, plantados em solo pobre, rodeado de montanhas, e que tem o estresse hídrico exatamente necessário; e são orgânicos. Mulheres desengaçam os cacho uva por uva, sem a máquina de desengaçar, assim evitam pequenos pedaços que dão taninos. No Clos Apalta 2005 foi o primeiro ano que utilizaram uma pequena porção de Petit Verdot, e foram agraciados com o título de melhor vinho do ano, pela revista Wine Spectator.
       
Laura Catena

Laura Catena é conhecida no mundo todo como embaixadora da uva Malbec. Filha de Nicolás Catena, o principal e mais respeitado nome do vinho argentino, Laura estudou biologia em Harvard e medicina em Stanford, mas abandonou a medicina para dedicar-se a viniticultura em meados dos 90. É braço direito do pai nas Bodegas Catena Zapata como vice-presidente e ainda encontra tempo para dirigir suas próprias vinícolas, Luca e La Posta. 

 
       

 


Lalou Bize-Leroy, foi diretora do Domaine de La Romanée-Conti e, saiu de lá em 1989 para fundar o Domaine Leroy, vinícola premiadíssima na Bourgogne. São nove grands crus, oito premiers crus e oito de denominações comunais (village).
Madame Lalou Bize-Leroy


 
Madame Bize-Leroy é uma figura lendária, é obstinada e segue suas idéias. Em 1988, aderiu à agricultura biodinâmica, que dispensa todos os tipos de fertilizantes e segue as influências dos astros, como as fases da lua, a posição das estrelas e assim por diante.

 
Madame Bize-Leroy diz que os vinhedos do Domaine ficam em torno dos 19 hectolitros por hectare. O mínimo da região de Bordeaux é de 55 hectolitros por hectare. “Em alguns vinhedos, um pé de uva gera apenas uma garrafa de vinho, o que ajuda a justificar os preços altíssimos”, diz Madame Bize-Leroy. Ela conhece muito bem suas vinhas e diz que elas são caprichosas. ‘Mais você as mima, mais elas demandam’.

 
Nascida em 1932, é francesa e filha de um negociador de vinhos.Em 1955, começou a trabalhar com vinhos substituindo seu pai nos negócios. Em 1974, tornou-se co-gerente da adega Domaine de la Romanée-Conti (DRC), e responsável pelo marketing, ela deixou a famosa vinícola em 1989 para criar a sua própria adega.


 
       
Cecília Torres

 
Já foi eleita a enóloga do ano em 2007 pelo importante Guia de Vinos de Chile. Cecília Torres conseguiu ótimos resultados na Santa Rita, destacam-se Floresta Syrah e Santa Rita Casa Real nas suas respectivas categorias.
 
O Casa Real é o melhor exemplar da Viña Santa Rita, um ícone ultra premium 100% Cabernet Sauvignon, que comprova o belo resultado desta cepa na vitivinicultura chilena.

 
Um tinto dependente de safras extraordinárias para ser elaborado, que não é disponível todos os anos, constituído por 70% de terroir e 30% de estilo da cantina. É comparado às excelentes produções francesas, cujo primeiro lote com esse status nasceu com registro de 1989.

 
Segundo Cecília Torres, enóloga-chefe da Santa Rita, as safras mais destacadas do Casa Real, nesses quase 20 anos de história, são as de 1995 (escolhido para esta apresentação), 1997 e 1999, em função do clima quente e do calor que favoreceu a maturação ideal das uvas.
 
 
 
Diego González
 

Feliz dia Internacional da Mulher.

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